Há uma grande diferença entre ” viajar ” e “viver uma viagem” .
Poder sentir como realmente vive e respira uma cidade, como acolhe seus habitantes e visitantes acrescenta uma dimensão humanista a nosso conhecimento cultural e intelectual.
A história da Turquia é muito rica e antiga, digna de um dos mais importantes países da Antiguidade.
São muitas Turquias em uma só.
A Turquia de hoje é um país moderno e cosmopolita nas grandes cidades e tradicional nas áreas rurais, aldeias e cidades menores.

Istambul foi Bizâncio, foi Constantinopla e, como uma rainha, foi capital de dois impérios imensos.
São dois continentes numa cidade só!
Acontece , quando menos se espera… mas, o fato é que você será fisgado por Istambul !

Ali, passado e presente convivem harmoniosamente. Os chamados à oração vindos dos incontáveis minaretes competem com músicas lounge que ecoam de cafés badalados. Dizem que Istambul já vem com trilha sonora…
Burcas, véus e jeans caminham juntos pelas calçadas.
Uma das cidades visualmente mais estimulantes do mundo!

“Prepare-se para uma paixão avassaladora, do tipo que só faz crescer com o passar do tempo e que o levará a compreender perfeitamente porque a cidade seduz tantos povos desde sua fundação no século VII AC. Istambul é mesmo apaixonante!”

Embora não seja a capital da Turquia desde 1923, quando foi substituída pela burocrática Ancara, a cidade não perdeu a majestade. Objeto de desejo de bárbaros, cruzados, guerreiros otomanos e outros conquistadores, Istambul guarda os monumentos históricos e religiosos mais importantes do país.

Mas, nos oferece também lugares fantásticos para que possamos conhecer suas cores , sentir seus aromas e provar seus sabores….além de aprender a exercitar a arte de pechinchar!!!!
No 
 emaranhado de corredores do Grande Bazar ou do  Bazar das Especiarias  nossos sentidos  são imediatamente convidados para “a festa”.

” Valorizar os cinco sentidos para aproveitar ao máximo o prazer que êles podem oferecer faz parte da cultura da maioria dos países do Próximo, Médio e Extremo Oriente. Sedas, veludos e brocados para o prazer do tato; ouro, pedras preciosas, jóias  tapetes , azulejos e arte da caligrafia para encantar a visão; música instrumental lânguida e nostálgica estimulando a audição e a inspiração; incensos e especiarias aromáticas para despertar e aguçar o olfato e refinar o paladar.”

 ” A conjunção e o desenvolvimento desses sentidos resultam em um maior equilíbrio e harmonia entre o corpo e o espírito, deixando transparecer uma agradável sensação de felicidade…”

Pelo menos em três ocasiões, as aulas de História vão voltar à sua mente, assim que você sair de Istambul para percorrer o interior da Turquia. Poucos países do mundo antigo parecem tão misturados aos principais movimentos da humanidade quanto esta nação localizada na fronteira de Ásia e Europa. Tróia, Éfeso e Pérgamo foram palcos de grandes acontecimentos.
A riviera turca também merece uma visita. Bodrum  e suas impressionantes marinas, suas  baías escondidas, onde charmosos restaurantes oferecem maravilhosos cenários e inesquecíveis menus.

Muitos dos restaurantes locais adotaram a nouvelle cuisine, mas, a cozinha turca não mudou muito desde o tempo do Império Otomano. Os turcos são muito tradicionais em sua alimentação.

Arroz e trigo são as bases e muitos pratos como os “mezes” são  compartilhados com a Grécia, o Líbano e os países vizinhos.
Peixes fresquíssimos e carne de carneiro , muito saborosa , fazem parte do cardápio da gastronomia nacional.

As deliciosas saladas, regadas ao molho de iogurte e hortelã, os legumes recheados e cozidos no azeite, deliciosos charutos de folha de uva. A berinjela é onipresente, com mais de 1000 receitas e chama-se “pathcan”.

As receitas da culinária turca que, refinada e saudável, influenciou todos os países que estiveram sob o seu domínio, passam de mãe para filha há gerações .
O “Çay” (pronuncia-se “Tchai”) é a bebida não alcóolica mais popular da Turquia, servida a qualquer hora do dia, bebida em todos os lugares, símbolo nacional de gentileza e hospitalidade.
Impossível não citar os “lokums”, um confeito de forma quadrada ou retangular feito de calda de açucar, amido, uma pitada de “mastika” (ingrediente que confere a textura de goma), suco natural de limão ou uva , sendo perfumado com água de rosas e polvilhado com açucar de confeiteiro para não grudar.
Conta a história que um sultão pediu ao mestre confeiteiro que criasse um doce único , que deleitasse a todas as suas esposas.
O confeiteiro não mediu esforços nem imaginação e assim surgiu o “lokum”.
Aliás, a mística Turquia é mesmo cheia de histórias….
Na visita que a Imperatriz Eugenia fez com Napoleão III à Istambul , em 1862 , ela deliciou-se com o prato típico de purê de berinjela e carneiro. O sultão, que estava encantado com a imperatriz, autorizou o cozinheiro francês, que fazia parte da comitiva, a pedir a receita ao seu colega turco. Mas, este, ao ser abordado, reagiu com indignação, expulsando o coitado da cozinha, enquanto urrava: “Como você ousa me fazer este pedido? Um chef imperial trabalha com a sua emoção, seus olhos e seu nariz!!!!”
E, assim, Eugenia partiu sem a sua receita desejada, mas, o prato ficou conhecido como “A Imperatriz gostou “, um nome que evoca o fato e mostra que o orgulho que os otomanos sentem de sua história e cultura se estende também à gastronomia.

Aftyet Olsun, bom apetite!!!!!!