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Ah, Bahia!

Há lugares que nos recebem antes mesmo de chegarmos. A Bahia é assim.

Descemos em Comandatuba, na região de Una, e em poucos minutos estávamos no que é considerado um dos melhores resorts do Brasil: o Transamerica. Ali, o cuidado com o hóspede já começava no desembarque. Nem vimos nossas malas. Elas seguiram, impecavelmente etiquetadas, direto para nossos quartos.

Na porta do avião, um brinde ao início de dias inesquecíveis: uma taça de champanhe geladinha e uma água de coco fresca. Não resisti. Escolhi as duas. Afinal, estávamos na Bahia, onde tudo parece convidar à celebração da vida.

O motivo da viagem era mais que especial. Fomos comemorar os 13 anos da Maria. Guga e Roberta cultivam uma tradição encantadora: o aniversariante escolhe o destino da viagem. Um mês antes, Pedro havia escolhido a neve. Agora era a vez de Maria celebrar a vida cercada pelo azul do céu e do mar.

E lá estávamos nós, vovó e vovô, felizes por, sempre que possível, acompanhar essa família tão querida, unida pelo amor e pela alegria de viver.

O céu parecia não ter fim. Um azul intenso, daqueles que só a Bahia conhece. O sol brilhava generoso, iluminando um cenário que nos surpreendia a cada instante.

Cruzamos piscinas convidativas, quadras de beach tennis, quadras de tênis, quiosques repletos de petiscos, frutas, sorvetes e bebidas refrescantes. Mas nossos olhos estavam voltados para um único destino: o mar.

E que encontro!

Uma praia de beleza quase irreal. Barracas cobertas com palha de coqueiro, espreguiçadeiras confortáveis e cadeiras espalhadas sem qualquer disputa por espaço. A areia firme convidava para longas caminhadas, enquanto o mar exibia um verde-azulado transparente, limpo e acolhedor. As ondas chegavam suaves, abraçando o corpo como uma delicada massagem.

Uma brisa constante, leve e perfumada, tornava cada instante ainda mais agradável.

Maria e eu parecíamos esquecer das horas. Permanecíamos no mar por longos períodos, conversando, rindo ou simplesmente contemplando aquela imensidão. De vez em quando saíamos apenas para beber água de coco, saborear um petisco e logo retornávamos ao nosso refúgio de águas mornas.

Naqueles momentos, o tempo deixava de existir. Restavam apenas o som das ondas, o calor do sol, o carinho da família e a gratidão por viver experiências tão simples e, ao mesmo tempo, tão grandiosas.

São essas lembranças que a vida transforma em tesouros. E a Bahia, mais uma vez, ocupou um lugar especial no meu coração.

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